É tocante ouvir isto, não? Eu me emocionei.
“Melhor morrer tocando a liberdade por alguns segundos do que morrer baleado pelas FARC”
03 de July de 2008 por Claudio Shikida
A crítica do liberalismo…
03 de July de 2008 por Claudio Shikida
…por dois de seus representantes.
A entrevista citada acima é uma das raras vezes em que o leitor encontra, na internet, uma crítica sincera, honesta e bem-intencionada aos praticantes - ou meramente divulgadores - do liberalismo brasileiro. Deixe lá seu comentário. A prova de que existe auto-crítica dentro do liberalismo está na reação dos liberais à esta entrevista. Por menos importante que seja o blog, crítica sempre chega aos ouvidos dos criticados. A questão é se e como reagem.
Ah sim, observo, com orgulho, que os colegas do Ordem Livre são citados em comentário como os mais úteis na difusão do pensamento liberal no Brasil.
O declínio dos jornais
02 de July de 2008 por Diogo Costa
Richard Posner explica por que os jornais estão condenados:
“The Web provides a virtually costless method of distributing the products that are bundled in a newspaper. The distribution is not only cheaper, but better, because it avoids the time and space constraints of hard copy delivered on a daily (rather than instantaneous) basis and space-constrained by the cost of paper. The unbundling goes deeper than the section level (classified ads, the sports section, etc.), for every section of a newspaper is itself a bundle. The news section bundles a variety of news stories that different readers value differently; readers who have no interest in foreign policy nevertheless pay for a newspaper that may maintain costly foreign bureaus in order to produce good stories on foreign policy. The Web provides a customized news service that enables the tastes of particular readers to be identified and then satisfied by instantaneous and often costless delivery of a product laser-focused on those tastes.”
Dá para concluir do texto que as revistas, mais especializadas, têm chances maiores de se adaptarem a web do que os jornais. No entanto, os mais populares portais simulam os jornais, agregando diferentes seções na home. Talvez os portais sejam apenas um resquício do hábito dos leitores de jornal. Mas pode ser que há algo valioso na oferta eclética. Talvez a maioria das pessoas gosta de ter tudo o que acontece de mais importante em diferentes assuntos numa mesma página. Mesmo assim, serviços de feed seriam mais eficientes do que os grandes portais.
O que eles têm em comum?
02 de July de 2008 por Diogo Costa
Vitória da liberdade individual
26 de June de 2008 por Diogo Costa
A Suprema Corte americana decidiu pela inconstitucionalidade da lei que proibia há 32 anos a posse de armas de fogo em Washington, DC. Robert Levy, senior fellow do Cato Institute, foi conselheiro do caso. Levy se pronunciou sobre a decisão:
Nessa quinta-feira, a Suprema Corte americana redescobriu a segunda emenda da Constituição. Passados cinco anos desde que seis residentes da cidade de Washington, D.C., contestaram a proibição de 32 anos de todas as armas de fogo nos domicílios, a Suprema Corte afirmou, no caso do Distrito de Columbia vs. Heller, que a lei é inconstitucional.
O caso Heller é apenas a primeira rajada de uma série de processos que terminarão por definir quais armas e pessoas podem ser reguladas e quais restrições são permissíveis. Mas, graças à decisão dessa quinta-feira, as perspectivas de reviver o significado original da Segunda Emenda são muito mais favoráveis.
Ainda os assentos dos cinemas
25 de June de 2008 por Pedro Sette Câmara
Vejam só, quando começamos a discutir determinadas bizarrices estatais corremos o risco de nos perder. Não estou dizendo que foi isso que houve no post do Diogo; só quero fazer um acréscimo.
O que está em jogo não é se é melhor os cinemas terem lugar marcado ou não. Não é descobrir aquilo que é o ideal para então tornarmos obrigatório. A discussão política não pode partir do princípio de que o melhor deveria ser obrigatório, e só resta descobrir o que é o melhor.
Antes, o que está desde sempre em jogo é a sua liberdade de comprar e vender. E isso inclui a sua liberdade de fazer compras ruins, mas perceber que pode fazer compras melhores e “punir” quem presta maus serviços deixando de adquiri-los. Eu mesmo, para dizer a verdade, dou preferência aos cinemas com lugares marcados.
E devo dizer que essa boa iniciativa do setor privado tem mais chance de se universalizar se o governo, em vez de tentar transformá-la em lei, restabelecer a obrigatoriedade de exibição de curtas-metragens brasileiros nos cinemas. Aí sim só vamos querer lugar marcado! Muitas vezes, será imprescindível pular essa parte da sessão e ter o nosso assento garantido.
Que idéia!
25 de June de 2008 por Diogo Costa
Na sociedade civil, quando alguém acha que tem uma boa idéia, tenta aplicá-la em um negócio para ver se funciona, correndo o risco de perder dinheiro caso o público não concorde que a idéia vale à pena ser financiada.
Na política, quando alguém acha que tem uma boa idéia, propõe uma lei para que todas as pessoas sejam obrigadas a segui-la. Se os efeitos impremeditados da tal idéia são um desastre, a perda maior não cai sobre o político, cai sobre o público. Se aprovada a lei que obriga todos os cinemas do estado do Rio a venderem ingressos com poltronas marcadas, quem vai arcar com os prejuízos descritos no parágrafo abaixo não é a Alerj - são os cinemas, as distribuidoras, e as pessoas que vão ao cinema:
Esse tipo de lei já foi aprovado diversas vezes em diversos lugares do Brasil. O Executivo tem vetado sempre, por boas razões. A primeira é que encarece o ingresso. Exige a compra de computadores, implantação do sistema de numeração, gasto com mão-de-obra e instalação de terminais de auto-atendimento para desafogar as bilheterias. A venda sem numeração dura cerca de oito segundos. Com lugar marcado, salta para 20 segundos. Os grandes cinemas, em que o conjunto de salas totalize 1.800 assentos ou mais, não comportam o sistema de lugar marcado. Seria preciso multiplicar as bilheterias, para evitar que filas monstruosas se formassem - afirma o diretor de Relações Institucionais do Grupo Severiano Ribeiro, Luiz Gonzaga De Luca.
Do Globo Online.
Como o raciocínio do filho de Che Guevara leva a uma solução…de mercado
25 de June de 2008 por Claudio Shikida
Incrível como o mercado é impessoal e democrático. Neste caso, por exemplo, até o problema do Che Guevara ele resolve.
Justiça é tudo
24 de June de 2008 por Diogo Costa
Hayek dizia que “justiça social” era um conceito vazio e sem sentido. O que ele não diria do conceito de “justiça climática”?
Links
23 de June de 2008 por Pedro Sette Câmara
- Mary O’Grady, em artigo para o Wall Street Journal, mostra que Barack Obama é uma espécie de Evita Perón. Ou seja, o primeiro potencial presidente negro dos EUA é por dentro uma loura argentina.
- Jeremy Clarkson fala sobre as restrições aos “clubes de strip” na Inglaterra.Nesse caso, ele mostra que a realidade é muito mais falsa do que se imagina.
Os problemas dos “companheiros da atividade audiovisual”
23 de June de 2008 por Diogo Costa
As crises que a TV Brasil vem enfrentando em sua curta existência de sete meses apenas confirmam o que mais se temia à época de sua criação: o risco de ser instrumentalizada politicamente, convertendo-se numa emissora chapa branca cuja única finalidade seria fazer propaganda do governo e servir de palanque eletrônico para o presidente da República e para seus ministros. Ao ser demitido, no início de abril, o jornalista Luiz Lobo acusou o Palácio do Planalto de tentar interferir na produção do noticiário jornalístico, proibindo expressamente a utilização da palavra “dossiê” no caso do “levantamento” feito na Casa Civil sobre os gastos com cartões corporativos no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Há um cuidado que vai além do jornalístico”, disse Lobo em entrevista ao deixar o cargo, depois de lembrar que todos os textos da TV Brasil sobre Lula, sobre política e sobre economia tinham de passar pelo crivo de uma jornalista que é casada com um dos assessores de imprensa do presidente da República. “É ela quem edita. Existe um poder dentro daquela redação. Eu era editor-chefe, mas perdi a autonomia até para fazer as manchetes do telejornal. Não podíamos falar em “dossiê”, mas em “levantamento” sobre o uso dos cartões. E, nas reportagens sobre a dengue, a orientação era para informar que a epidemia decorria de cortes orçamentários resultantes do fim da CPMF, cuja derrubada tinha sido vitória da oposição”, afirmou. Segundo ele, a idéia era eximir o governo de responsabilidade em matéria de deficiências de saúde pública.
Além da propaganda da própria TV pública, o governo deve voltar a ultrapassar em 2008 a marca de 1 bilhão de reais com publicidade. Isso sem contar os custos de produção.
Fico do lado da Marta
20 de June de 2008 por Diogo Costa
A justiça eleitoral decidiu multar a Folha de S. Paulo e a revista Veja em R$21.200 reais cada pela entrevista publicada com Marta Suplicy. A pré-candidata também foi multada em R$41.500. Mês passado, o blog do Pedro Dória foi censurado pela justiça eleitoral por um banner que dizia “Gabeira para o Rio”. O blogueiro respondeu: “É o meu direito como cidadão de manifestar o que penso, qual o caminho que desejo para minha cidade”. Dória está certo. Marta está certa. Mesmo que a Veja e a Folha apoiassem abertamente algum candidato, elas estariam simplesmente participando do debate público. E a partir daí, os leitores não tratariam as publicações com isenção. Aliás, nenhuma pessoa instruída trata publicação alguma com total isenção. Quando o assunto é política, todo mundo tem uma agenda (mesmo que seja uma agenda apolítica). Os membros dos tribunais eleitorais também tem sua agenda - que aparentemente é aumentar os poderes dos tribunais eleitorais. O melhor meio de tomar uma posição bem informada é ouvir os argumentos dos variados lados do debate. Ouvir A criticar B e B criticar A. Contra as decisões da justiça eleitoral, fico até do lado da Marta.
CNBS libera o milho geneticamente modificado
20 de June de 2008 por Diogo Costa
Do Estadão de hoje:
Com votos favoráveis de 8 Ministérios, o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) liberou a comercialização do milho transgênico Bt11, produzido pela Syngenta, e assim confirmou a decisão tomada em setembro pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A empresa poderá registrar a semente no Ministério da Agricultura e vendê-la para plantio comercial. A Comissão saiu duplamente vitoriosa desse episódio. Teve sua opinião confirmada, contra um recurso apresentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e sua autoridade em matéria técnica foi reforçada. O Conselho Interministerial, por sua vez, resolveu não aceitar recursos baseados em argumentos já analisados pela CTNBio. A instância mais alta resolverá pendências de outra ordem, relativas ao interesse nacional e a questões econômicas e sociais.
Liberdade de imprensa e cidadania
19 de June de 2008 por Diogo Costa
“Onde a imprensa é menos regulada e há maior propriedade privada na indústria da mídia, os cidadãos são politicamente mais educados e ativos”, é o que conclui este estudo do Peter Leeson (autor deste ensaio sobre anarquia e a política dos piratas).
3° Encontro de Liberais
19 de June de 2008 por Diogo Costa
O Professor Adolfo Sachsida está organizando mais um encontro para “mostrar que a esquerda NÃO TEM o monopólio da verdade e nem o monopólio das manifestações”. Dessa vez será um encontro com uma dose de atitude:
Cada cidade brasileira deve marcar um local para realizar sua manifestação no dia 28 de junho (sábado), as 16:00 horas. Em Brasília iremos nos encontrar no Píer 21 (em frente aos cinemas). Cada pessoa deve portar um cartaz com dizeres tipo: “CONTRA o aumento dos impostos”; ou “CONTRA a CSS/CPMF”; ou “A FAVOR da redução do tamanho do Estado”, etc. Eu irei também preparar um texto para distribuirmos para as pessoas que estiverem nos arredores. Nós não faremos caminhadas e nem invadiremos prédios públicos, nossa manifestação limita-se a divulgar nossa opinião de maneira pacífica e civilizada.
Participem!
Quanto custa um burocrata?
18 de June de 2008 por Pedro Sette Câmara
Diogo Costa, editor, nosso homem em Washington, velho Saccamano (ou muito me engano), hoje no Diário do Comércio:
Podemos apenas imaginar a sociedade que teríamos se toda a aptidão e o talento de algumas das nossas melhores mentes, em vez de terem sido atraídas pelas profissões governamentais, tivessem permanecido no setor produtivo, em que as empresas são recompensadas pelos serviços que prestam a sociedade.
Ou seja: custa muito mais do que seu salário. Leiam o artigo, que é uma boa aula sobre custo de oportunidade.
Libertarianismo: as origens
18 de June de 2008 por Claudio Shikida
Eis aqui um resumo crítico e interessante das origens do libertarianismo (e do próprio CATO Institute). Se você também gosta de “teorias da conspiração” e acha que o liberalismo é uma “criação” do (famoso) “complexo industrial-militar estadunidense”, este artigo é para você (quebrar a cara e aprender a pesquisar antes de cair na lábia dos vendedores de ilusão).
Dica do Selva Brasilis.
O ambientalismo cético…dos ambientalistas críticos do ambientalismo cético
18 de June de 2008 por Claudio Shikida
Adivinhe qual a resposta para a pergunta final do parágrafo abaixo:
BUYING green is all the rage: barely a day passes without the rollout of a new “environmentally responsible” product. This week it’s the waterless car-wash, an energy saving computer monitor and a biodegradable dish-rack. Ignore, for a moment, whether green consumerism is a contradiction in terms. Pass over the question of whether these products actually deliver the benefits they promise. Who buys them—the rich, the idealistic, the penny pinching or the guilty?
Leia e descubra como os incentivos falam mais alto do que o discurso ecologicamente correto. Nada contra. Afinal, todo mundo tem o direito a um carro mais bonito…
O dia em que os pobres enriqueceram
16 de June de 2008 por Diogo Costa
Alexandre Barros escerveu um artigo que precisava ser escrito no Estadão de sábado:
Bem-vindos ao Brasil novo, em que o pobres ficaram ricos e o governo não aprendeu que tudo o que deu certo foi resultado do capitalismo. Mas, ainda assim, não acredita no que vê a ainda acha que o estatismo vai dar certo.
Há prudência no salário mínimo?
16 de June de 2008 por Diogo Costa
Em seu blog, Igor Taam trata o salário mínimo como uma distorção econômica necessária para impedir a servidão dos trabalhadores. Mas o principal problema econômico do salário mínimo não é uma alteração nos “incentivos e percepções”. É o desemprego das pessoas cuja produtividade não vale, para os empregadores, o pagamento do salário mínimo. Por isso, trabalhadores jovens, os menos qualificados pela falta de experiência, são os mais afetados pelo aumento do salário mínimo. No longo prazo, trabalhadores menos qualificados podem ser substituídos por um número menor de trabalhadores mais qualificados, ou por tecnologias que se tornam economicamente viáveis por causa da imposição de um piso salarial. Conforme dizia Milton Friedman, a lei do salário mínimo simplesmente diz que os empregadores devem discriminar contra os trabalhadores menos capacitados. Como eu conheço o Igor, acredito na honestidade de seus sentimentos, fé que não tenho nos líderes sindicais que se beneficiam do protecionismo dessas legislações. Mas não se deve julgar uma legislação apenas pelas suas intenções. Temos que considerar suas conseqüências, que, no caso do salário mínimo, são perversas. Acho que o Igor deve concordar que, se é degradante trabalhar por tão pouco, é ainda mais degradante ser impedido de trabalhar.

