A política monetária americana no caminho para a hiperinflação?

Em 13 de setembro de 2012, o Comitê de Mercado Aberto do banco central dos Estados Unidos anunciou a terceira rodada do “afrouxamento quantitativo”. Após uma série de tentativas fracassadas para salvar a economia americana da estagnação, um novo pacote de flexibilização da política monetária foi lançado com o plano de “... aumentar a acomodação política através da compra de títulos lastreados em hipotecas em um ritmo de US$ 40 bilhões por mês (...) [e] continuar até o final do ano o (...) programa para estender o prazo médio de vencimento de (...) participações em títulos (...). Essas ações, que, em conjunto, aumentam a participação (...) dos títulos de longo prazo em cerca de 85 bilhões por mês até o final do ano devem colocar pressão de baixa sobre as taxas de juros de longo prazo, apoiar os mercados de hipotecas, e ajudar a tornar mais amplas condições financeiras mais acomodatícias".

A questão que surge é o que está por trás dessa declaração do Fed. Por que os pacotes anteriores falhavam e quais são as implicações potenciais da nova rodada de estímulos monetários, o número três do “afrouxamento monetário”?

Evidências Empíricas

"Afrouxamento quantitativo" significa que o banco central compra títulos e outros ativos do setor financeiro em troca de dinheiro fresco, que o banco central cria a partir do nada. Este dinheiro do banco central é chamado "base monetária" e constitui o fundamento da pirâmide invertida de criação de dinheiro no sistema financeiro. Como é mostrado pelos dados do Federal Reserve dos EUA (gráfico 1), a base monetária sofreu uma explosão desde 2008.

Gráfico 1

Base monetária, 1918-2012