Agora os padrões curriculares são internacionais?

Mark Schneider, ex-comissionado do National Center for Education Statistics e atualmente especialista do American Enterprise Institute, compilou uma série muito perspicaz — e perturbadora — de quatro posts sobre o muito citado Programa para Avaliação de Alunos Internacionais (PISA), e sua criadora, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Basicamente, escreve Schneider, o badalado PISA tem grande proeminência no "benchmarking internacional" dos futuros padrões curriculares nacionais dos Estados Unidos — que o governo Obama está coagindo os estados a adotar — apesar da escassez de evidências significativas de que o sucesso no PISA realmente corresponda a resultados educacionais desejáveis.

No entanto, Schneider lança ele mesmo algumas ideias questionáveis. Por exemplo, ele enfatiza o progresso das séries mais baixas na Avaliação Nacional do Progresso Educacional (do governo federal americano) e ignora completamente os resultados francamente insípidos dos alunos de 17 ans. Ele também reitera várias coisas que apontei em “Behind the Curtain: Assessing the Case for National Curiculum Standards.” ["Atrás da cortina: avaliando a questão dos padrões curriculares nacionais"]. Ainda assim, no geral suas colocações são em geral muito originais, e muito importantes. Além disso, é animador ver as crescentes críticas, ainda que um pouco oblíquas, aos padrões nacionais que muitos na esquerda e na direita esperam impor a nós nos próximos meses.

 

Publicado originalmente em Cato.org.