Chile e o caminho do desenvolvimento

Chile

Membro da OCDE, O Chile é um país interessante. Sua história tinha tudo para ser a de um típico país latino-americano, com uma sucessão de políticos populistas e instituições frágeis, incapazes de lidar com a persistente maldição das riquezas naturais.

A sua inclusão no "clube dos países ricos" e os avanços dos últimos 20 anos demonstram, no entanto, que existe saída. E o melhor de tudo, não é preciso fazer mágica e nem tentar reinventar a roda. A fórmula está aí: quanto menos interferência governamental nas vidas e nos negócios das pessoas, mais prosperidade. O caminho da liberdade econômica levou o Chile a um desenvolvimento institucional, social e econômico sem precedentes na região.

Os contra-exemplos também estão próximos: ArgentinaVenezuelaCuba, países que sequer fazem por merecer a denominação de "em desenvolvimento", dado o claro retrocesso de suas matrizes políticas e econômicas (apesar do crescimento do assistencialismo estatal, visto por alguns como avanço).

O Brasil, por sua vez, encontra-se em posição intermediária, mas flertando permanentemente com o "clube do atraso" e perdendo oportunidades valiosas de alcançar o desenvolvimento econômico. Este desempenho medíocre é reflexo direto da posição das nossas instituições nos dois principais índices medidores de liberdade econômica no mundo (100° e 105°) e no relatório Doing Business do Banco Mundial (que mede a facilidade em se fazer negócios mundo afora) em que o país ocupa a nada convidativa 121ª posição.

O Chile encontra-se em 7°/10° em liberdade econômica e 37° em facilidade se fazer negócios. Seria mera coincidência o fato de este país estar deixando seus vizinhos para trás em termos de desenvolvimento econômico e social?!