Climategate: uma atualização sobre essa história de revisão por pares

Quando o Climategate começou a aparecer na imprensa, o chefe do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, Rajendra Pachauri, defendeu raivosamente o 4º Relatório de Avaliação do IPCC, afirmando que este havia sido rigorosamente revisado por pares (peer-reviewed). Como o citou o Guardian:

"Os processos no PIMC são tão robustos, tão inclusivos, que, mesmo que um ou outro autor tenha uma inclinação particular, é absolutamente improvável que essa inclinação vá acabar no relatório", afirmou ele. "Cada comentário que um revisor especialista oferece tem que ser respondido claramente ou pela aceitação ou, se não for aceito, por razões claramente especificadas. Então, acho que é um processo muito transparente e abrangente, que garante que mesmo que alguém queira deixar de fora uma parte da literatura não haja praticamente nenhuma possibilidade de isso acontecer.

O Daily Telegraph noticia que as alegações de rigorosa revisão por pares podem ter sido exageradas:

"(...) um novo estudo testou essa afirmação. Um time de 40 pesquisadores de 12 países, liderados pela analista canadense Donna Laframboise, verificaram cada uma das 18.531 fontes científicas citadas no enorme relatório de 2007. Surpreendentemente, descobriram que quase um terço delas ? 5.587 ? não eram revisadas por pares, mas vinham de artigos de jornal, teses de estudantes, até mesmo folhetos de propaganda e comunicados à imprensa de grupos de lobby e ativismo ecológico."

O grupo que auditou as referências do relatório foi organizado por Donna Framboise, que duvida do aquecimento global. Você pode encontrar o resultado aqui e julgar por si mesmo a sua precisão.

 

Publicado originalmente em Reason.com.