Lógica Perversa

Fazer do consumidor um mero instrumento para beneficiar empresas é estupidez”. Essa frase, do artigo de João Luiz Mauad publicado hoje pelo jornal O Globo, poderia muito bem resumir as últimas iniciativas de defesa comercial do governo federal.

Em “Lógica perversa”, o colunista de OrdemLivre.org comenta as consequências da política industrial do governo federal e questiona quem serão os vencedores e perdedores dessa nova rodada de proteção à indústria nacional.

Durante as guerras – não as metafóricas, mas as reais -, a primeira coisa que os exércitos procuram fazer é inutilizar as linhas de suprimento do inimigo. É absurdo, portanto, que em tempos de paz os nossos próprios governos façam exatamente aquilo que um eventual inimigo faria em tempo de guerra: obstruir a livre circulação de mercadorias. A prosperidade de uma nação se mede não pelo dinheiro em circulação, mas pela quantidade de produtos e de serviços disponíveis para consumo, a preços acessíveis. Quanto mais abundante for o mercado, não importa a proveniência dos bens, maior será o conforto dos cidadãos. O comércio em geral é uma consequência lógica dos processos de especialização e divisão do trabalho. Quanto mais amplo for este processo, melhor para todo mundo. O fim de toda a atividade econômica é o consumo. O trabalho, portanto, é apenas o meio utilizado para alcançarmos aquele fim.

O artigo completo está no blog de Rodrigo Constantino.