Morto: "O símbolo e líder da al Qaeda"

Que agradável notícia o presidente Obama nos deu no domingo à noite! Osama bin Laden está morto — “o líder e símbolo da al Qaeda” —, como o presidente o chamou.

Bin Laden foi o fundador da rede al Qaeda, que executou os devastadores ataques pouco menos de uma década atrás. Milhares de americanos perderam suas vidas naqueles ataques e os americanos perderam o senso de segurança e de paz de espírito que pairava desde o fim da Guerra Fria. Os ataques de 11 de setembro catalisaram duas guerras, custando dezenas de mihares de vidas e mais de um trilhão de dólares aos Estados Unidos. Bin Laden fez com que a última década fosse mais sombria para mim, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

Quando fiquei sabendo da notícia da morte de bin Laden, meu primeiro pensamento foi sobre as implicações da nossa política. Em pouco tempo, percebi que estava simplesmente feliz pelo ocorrido. Tomei champanhe com os meus vizinhos e curtimos assistir a repercussão do ocorrido na TV.

Meus colegas do Cato Institute analisarão muitos detalhes desse evento nos próximos dias. Dentre as fascinates dimensões: o complexo em Abottabad, no Paquistão, onde bin Laden aparentemente estava se escondendo; o papel do serviço de segurança do Paquistão (ISI); o brilhante sucesso do empenho da inteligência e o ataque ao complexo; o possível risco que os afiliados da al Qaeda podem representar em uma vingança pela morte de bin Laden, etc.

Osama bin Laden falhou em alcançar qualquer um dos seus objetivos geopolíticos. Ele não convenceu ditador algum do Oriente Médio a estabelecer um califado muçulmano. Na verdade, o povo do Oriente Médio tem começado a forçar a derrubada dos seus próprios ditadores para que sejam estabelecidas sociedades mais liberais. (Examinamos o papel da internet nos movimentos pela liberdade no Oriente Médio em um evento do Cato on Campus há alguns meses).

Poucos dos jovens que foram à Casa Branca comemorar no domingo à noite acreditam que a morte de bin Laden significa o fim da al Qaeda e do terrorismo. Uma questão muito importante é se a morte de bin Laden dará aos Estados Unidos e seus aliados um impulso contra o terrorismo e por quanto tempo.

Os desafios são os mesmos de sempre. Como observamos na introdução do livro Terrorizing Ourselves: “Os terroristas têm uma estratégia, há uma lógica estratégica para as suas ações, e examinar essas coisas pode revelar estratégias para frustrar e dissipar os seus esforços”.

A morte de bin Laden faz surgir a pergunta: Como, e quão eficazmente, a sua morte mostrará aos terroristas que eles estariam em situação melhor se deixassem de atacar e escolhessem diferentes comportamentos?

Haverá muitas oportunidade nos próximos dias e meses para as figuras políticas e da mídia sinalizarem aos terroristas e potenciais terroristas que a sua causa é perdida. A morte de bin Laden simplesmente dá início a esse esforço.

Esta semana, assista as notícias a respeito da morte de bin Laden não apenas com a sua avaliação, alívio e outros sentimentos que estejam na sua mente. Considere como esses eventos serão percebidos nas comunidades ao redor do mundo de onde os terroristas surgem.

A maneira como os vários grupos ao redor do mundo interpretarão a morte do “líder e símbolo da al Qaeda” decretará como a nossa segurança diante do terrorismo avançará. Você pode rever duas grandes conferências de contraterrorismo aqui e aqui.

Publicado originalmente em Cato@Liberty.