Trazendo a liberdade para a universidade

A jornada acadêmica dos defensores e simpatizantes das ideias da liberdade que enfrentam diariamente a avalanche intervencionista do ensino superior brasileiro está prestes a se tornar muito menos solitária. Estamos vivenciando o surgimento de um movimento estudantil disposto a enfrentar corajosamente o ambiente hostil que as universidades brasileiras oferecem desde sempre ao pensamento liberal. O responsável por tal façanha é o Estudantes pela Liberdade (EPL).

Organização criada nos moldes do Students for Liberty dos Estados Unidos, o EPL “é uma organização apartidária formada por jovens comprometidos com a promoção, a partir da Academia, de uma ordem social harmônica, justa e livre, ancorada no respeito às liberdades individuais, à propriedade privada e à vida humana”. A nobre missão do EPL reforça a ideia de que como conhecedores de uma filosofia responsável pela diminuição da pobreza, promotora de cooperação e paz, devemos sentir a responsabilidade de compartilhar o que aprendemos com quem ainda permanece ignorante a respeito destas ideias.

Contando com atividades modestas desde a sua criação em 2010, o Estudantes pela Liberdade renovou forças e adquiriu novo fôlego no Seminário de Verão do OrdemLivre, que aconteceu no início de fevereiro deste ano em Petrópolis, RJ.

Desde os estágios iniciais de organização do seminário, o objetivo do OrdemLivre foi muito além de apenas apresentar as ideias liberais aos participantes. Interessados na participação de estudantes dos mais diferentes níveis de familiaridade com o pensamento liberal, criamos uma programação intencionalmente bastante abrangente. Inserindo uma sessão de planos de ação na programação do seminário, nosso objetivo era trazer um aspecto prático para o nosso encontro. Afinal de contas, ideias que nunca saem do reino das ideias e não são colocadas em prática não podem por si mesmas promover mudanças.

Além disso, reconhecendo os benefícios da interação, identificamos também a necessidade de os estudantes liberais entrarem em contato uns com os outros, para que seja possível trazer um maior ar de realidade para as discussões antes restritas apenas a grupos na internet, na esperança de que a casualidade do mundo virtual seja não substituída, mas complementada pela maior seriedade das discussões dentro da universidade.

Já estamos colhendo os frutos desta iniciativa. Desde fevereiro, o Estudantes pela Liberdade voltou à ativa a todo vapor. A organização já conta com dois grupos estabelecidos, 56 embaixadores e 83 membros, uma revista de publicações científicas - Estudos pela Liberdade - e uma porção de organizações parceiras fornecendo apoio e encorajamento.

O Estudantes pela Liberdade exercerá um papel praticamente inexistente até agora dentro da universidade brasileira: o de apresentar o outro lado do debate político, desafiando a pregação intervencionista raramente refutada nas salas de aula.

Como se isso já não não fosse suficiente, um outro aspecto muito importante da criação de uma organização como esta é que ela mostra que o engajamento na luta pela liberdade pode ser uma escolha de carreira até mesmo após a universidade. Se muitos trabalham pregando ideias intervencionistas (sem mesmo perceberem, muitas vezes), por que não podemos fazer da luta pela liberdade uma escolha profissional?

Torne-se membro do Estudantes pela Liberdade e faça parte da iniciativa que promete revolucionar o movimento estudantil liberal do Brasil.