A lei transformada em privilégio
20 de Agosto de 2010“A lei perverteu-se”, escreveu Frédéric Bastiat em 1848 na conflagrada Europa da Primavera dos Povos, no seu seminal “A Lei”. Mais de 150 anos depois, o diagnóstico do intelectual francês conserva-se com uma atualidade expressiva. Isso porque, infelizmente, no mundo constitucional moderno, a lei permanece desvirtuada.
Mercado nacional de frangos <em>versus</em> restrição das importações: uma reflexão necessária
20 de Agosto de 2010Introdução
A par do mercado de combustíveis, o mercado de frangos, especialmente congelados, é um dos que mais tem se falado nos últimos tempos, principalmente pela incapacidade dos nossos produtores em produzir, armazenar e comercializar, a baixos custos, o suficiente para cobrir a procura nacional.
Drogas: o que se vê e o que se finge não ver
20 de Agosto de 2010Podemos creditar ao liberal clássico francês Fréderic Bastiat originalidade na análise moderna das categorias econômicas “custo” e do “intervencionismo”, ambas expostas em seu antológico ensaio “O que se vê e o que não se vê”. Nessa série de pequenos contos de linguagem simples e objetiva, Bastiat busca refutar todas as elementares falácias econômicas que atribuem aos desígnios de um agente interventor supostos benefícios para a ordem econômica e social.
Sexo entre ideias
13 de Agosto de 2010A expressão “retornos decrescentes” é tão clichê que poucas pessoas pensam muito sobre ela. Por exemplo, escolher as nozes pecãs em uma tigela de nozes e castanhas diversas dá retornos decrescentes. As pecãs na tigela vão rareando e rareando. Seus dedos encontrarão amêndoas, avelãs, castanhas de caju, e até — Deus o livre — castanhas-do-Pará. Aos poucos, a tigela, como uma mina de ouro agonizante, deixa de produzir níveis satisfatórios de nozes pecãs.
A irresistível força da competição de mercado
28 de Junho de 2010O caráter sistemático do processo de mercado é derivado, na visão Austríaca, da interação entre pessoas empreendedoras. Empreendedores agem com imaginação e criatividade, procurando identificar e agarrar oportunidades de lucro no mercado (geradas por limitações da visão de empreendedores anteriores). Como resultado da interação desses atos de visão empresarial, os preços e as quantidades dos produtos oferecidos para venda tendem a ser levados sistematicamente na direção da configuração de quantidade e preço de equilíbrio.
Dois libertarianismos
04 de Maio de 2010Se Murray Rothbard — economista liberal, filósofo anarquista, historiador americano e ativista inveterado — jamais tivesse vivido, o movimento libertário moderno não estaria nem próximo de seu atual (real) tamanho e influência. Ele inspirou e educou gerações de intelectuais e ativistas influentes, de Leonard Liggio a Roy Childs e Randy Barnett.
Sobre o estado de direito
20 de Abril de 2010Todo mundo concorda que o estado de direito é bom, tanto moralmente quanto economicamente. Quase ninguém — seja qual for a sua ideologia política — ousa questionar o quanto é bom e importante o estado de direito.
Eu certamento não questiono.
Mas o que exatamente é o estado de direito? Ao responder essa pergunta, revelamos razões pelas quais pessoas com visões amplamente diferentes do papel adequado do governo proclamam todas, sinceramente, fidelidade ao estado de direito.
O juiz como instituição da ordem espontânea
13 de Abril de 2010O conceito hayekiano de “direito” retomado
A crise atual não é um fracasso de mercado (2/2)
01 de Abril de 2010Veja a primeira parte deste ensaio aqui.
