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Hugo Chávez gosta de dizer que a Venezuela é uma democracia e que uma maioria do eleitorado o apoia, bem como a seu "socialismo do século XXI". Ou pelo menos costumava dizer. Na semana passada, o presidente venezuelano abandonou suas tentativas de manter uma imagem democrática. Em relação aos protestos civis em todo o país — liderados por estudantes universitários — Chávez advertiu ao país na quinta-feira que se estes se "intensificarem", está pronto para tomar "medidas radicais".

A coalizão chilena de centro-esquerda Concertación controla há 20 anos o palácio presidencial La Moneda. Naturalmente, portanto, o desgaste é uma explicação para a vitória em primeiro turno do candidato presidencial Sebastián Piñera na eleição de 13 de dezembro no Chile. Explica também por que o ex-senador e magnata bilionário é um favorito para o embate em 17 de janeiro contra o candidato da Concertación e ex-presidente Eduardo Frei.

Agora que os Estados Unidos se preparam para enviar mais 30.000 tropas para o Afeganistão, em uma missão que incluirá defender a população civil em uma narco-economia, a experiência da Colômbia com traficantes de drogas e terrorismo pode ser instrutiva. O testemunho do ex-segundo comandante das Forças Armadas da Colômbia (FARC), que operam na região de cultivo de bananas e tráfico de drogas conhecida como Urabá, pode ser a Primeira Lição.

Uma ditadura que encoraja a produção e distribuição de cocaína não está apta a gozar de uma imagem internacional positiva. Mas quando esse mesmo governo se veste da linguagem da justiça social, com ênfase especial na emancipação dos povos indígenas, ganha aclamação mundial.

Uma das formas de um presidente subir em popularidade em uma economia em crise é lutando pelo controle do banco central e começando a imprimir muitos pesos. Não há nada como financiamento barato para restaurar o entusiasmo do mercado por comprar todo tipo de coisa — de ações a casas —a a preços de queima de estoque.