Ordem Livre

 

Anunciadas periodicamente com publicidade, as providências do Ministério da Defesa, da INFRAERO e da ANAC para prevenir e corrigir sucessivas situações caóticas nos aeroportos entraram em vigor pela primeira vez em 2007. Aviões que se atrasassem pagariam dois tipos de multas: uma para o governo, por ocuparem o aeroporto por mais tempo do que deviam. Outra, para os passageiros: um ressarcimento progressivo pelos incômodos do atraso.

O estado e seus agentes são sempre cheios de boas intenções, mas a vida das pessoas tem tantas peculiaridades que muitas vezes as melhores intenções acabam resultando em políticas perversas.

A Finlândia não faz mais censos como estamos acostumados. Não sai mais perguntando aos cidadãos seus dados. Agora fazem um censo eletrônico. Juntam todos os dados que existem nas múltiplas bases de dados do governo (e, talvez, privadas) e chegam a todos os cidadãos e acabam sabendo mais sobre eles do que eles, talvez, gostassem que o estado soubesse. Razão alegada: muito mais barato. Já se discute se o censo de 2010 será o último censo de gastar-sola-de-sapato que os Estados Unidos farão.

Homens de negócio, quando ser reunem, rapidinho, começam a conspirar contra consumidores. É assim que se formam cartéis e monopólios. Pensadores tão diferentes quanto Adam Smith, Karl Marx e Milton Friedman, quando se encontram nas esquinas da hitória, batem animados papos sobre o assuno e, o que é mais supreendente, concordam entre si.

Época de plantio eleitoral. Hora de prometer soluções para problemas. O governo vai resolver todos os problemas, dizem, sem exceção, todos os candidatos a todos os cargos. Que pena que não há ninguém como Ronald Reagan ou Margaret Thatcher, que diga que o governo é o problema e não a solução. Nossa história é longa (e, diga-se de passagem, a de todos os governos, que adoram se alimentar com o dinheiro dos cidadãos que suam para ganhá-lo).

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