Ordem Livre

 

Depois de 2 anos cozinhando-a internamente, o governo mandou para o Congresso a sua proposta para o marco regulatório da exploração do petróleo na camada pré-sal. Em democracias sérias, agora é que o debate teria início, com os representantes do povo analisando o que deveria ser não mais do que uma sugestão. Mas aqui em Bruzundangas, o Congresso tem o papel apenas de referendar o que o caudilho Lula mandou. A ordem do Executivo é urgência e votar em 45 dias.

Um tema que dificilmente chega aos debates eleitorais, em toda a sua complexa formulação e importância, é a questão da qualidade das instituições brasileiras. Claro, o povo quer saber primeiro se tem o que comer, como está o transporte público, a polícia, se ter um diploma é mesmo caminho para o emprego e tantas outras coisas imediatas. As campanhas são recheadas de promessas de se fazer mais. É o tal de vou investir mais em obras, mais em educação, mais em segurança.

Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, quebrou um silêncio que durava desde que foi fritada e demitida do cargo, e revelou que contrariou interesses da poderosa ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Numa conversa, segundo relato de Lina, Dilma pediu que uma auditoria nas empresas do senador Sarney fosse “acelerada”, o que ela entendeu (dado o contexto, o pedido de sigilo da audiência, entre outros fatores) como aliviar a barra para o político maranhense.

O OrdemLivre.org publicou recentemente uma biografia de Peter Bauer, economista da área de desenvolvimento e primeiro vencedor do Prêmio Milton Friedman para a Promoção da Liberdade. Bauer é uma das poucas (boas) exceções numa área dominada pelo Dogma Dirigista, como chama o professor Deepak Lal, na obra The Poverty of 'Development Economics' (IEA), que teve a primeira edição em 1993 e uma atualização em 1997.

O ministro Mangabeira Unger está de saída do governo Lula. Voltará para Harvard após comandar a estranhíssima Secretaria de Longo Prazo, criada apenas para abrigá-lo, não para fazer qualquer coisa. Mais do que um fato isolado, é revelador do Estado brasileiro, pleno de anúncios e raso de avaliações.

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