Textos

No “Prefácio” (de 1944) da sua sintética e importante obra Burocracia [1], Ludwig von Mises dá-nos conta da resposta que, em 1838, o Ministro prussiano do Interior, G. A. R. von Rochow terá dado a uma petição de um conjunto de moradores de uma cidade prussiana: “Não é apropriado que um súbito aplique a medida do seu mísero intelecto aos actos do Chefe de Estado e que se arrogue, com atrevida insolência, o direito de formular um juízo acerca da sua conveniência.”

Para muita gente, o conceito de ordem é equivalente ao de um sistema comandado de forma centralizada e racionalmente determinado por alguém. Esta é uma associação de conceitos intuitivamente compreensível mas que, infelizmente, leva a uma acepção de ordem muito limitada e incompleta. Um entendimento que historicamente tem vindo a dificultar a compreensão de um conceito que está na base das ideias liberais.

Um Nobel para a economia da governação policêntrica
17 de Fevereiro de 2010 - por André Azevedo AlvesAo receber, no final de 2009, o Prêmio Sveriges Riksbank em memória de Alfred Nobel, conjuntamente com Oliver Williamson, Elinor Ostrom tornou-se a primeira mulher a figurar na lista de economistas “nobelizados”. De fato, embora desde o seu aparecimento em 1969 o prêmio já tivesse distinguido 62 economistas, só em 2009 foi atribuído a uma mulher.

Entrevista com André Azevedo Alves
09 de Fevereiro de 2010 - por André Azevedo AlvesAndré Azevedo Alves, doutorado pela London School of Economics e professor de ciência política, fala sobre Escola de Salamanca, história do pensamento econômico, e sobre as tendências acadêmicas da ciência política.

As agências de rating e as dívidas dos Estados
02 de Fevereiro de 2010 - por André Azevedo AlvesUm bom indicador dos padrões de governação dos Estados é a forma como os respectivos governantes lidam com o escrutínio externo realizado por entidades não estatais e com algum grau de independência. No caso extremo de Estados totalitários, qualquer forma de escrutínio é rejeitada e nenhum grau de independência é tolerado em nível interno. Para um regime totalitário, qualquer avaliação que não provenha da esfera estritamente controlada do Estado é uma potencial ameaça à estabilidade, pelo que deve ser desvalorizada, atacada e – se materialmente possível – proibida.